11 de agosto de 2010

Redes Varejistas + passagens aéresas + Nova Classe Média

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De fato, a nova classe média está ganhando novos mercados com seu impressionante poder de compra e volume populacional. A ultima barreira quebrada foi o setor de aviação brasileiro. A Tam anunciou a instalação de estandes de vendas na rede varejista Casas Bahia, onde será possível dividir o valor das passagens em até 12 vezes, no cartão com parcelas a partir de R$ 20,00.
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A Azul tambm negocia com redes de varejo, inclusive com supermercados para a instalações de quiosques. As ações pretendem atair, sobretudo, os passageiros das classes C e D.
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De acordo com as estatísticas da Agência Nacional de Aviação Civil ( Anac ), em abril de 2010 foi registrada a menor média para o preço de passagens aéreas desde o início do levantamento, em 2002.
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Segundo estudo divulgado pelo instituto Data Popular, 10,7 milhões de pessoas deverão realizar a primeira viagem aérea nos próximos 12 meses - destes, 8,7 milhões ( 82% ) pertencem às classes C e D. O volume de brasileiros que pretendem fazer ao menos uma viagem de avião até junho de 2011 chega a 26,5 nilhões - destes, 67% estão nas classes C e D.
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De acordo com o instituto, isto reflete a maior participação da população de baia renda no turismo delazer. Em 2011, esses gastos deverão superar R$ 23 bilhões, sendo os emergentes responsáveis por 48% do total.
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fonte: Jornal A Tarde

2 de agosto de 2010

Classe D Supera a B em consumo

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Pela primeira vez neste ano, a massa de renda das famílias da classe D vai ultrapassar a da classe B, apontam cálculos do instituto de pesquisas Data Popular. Em 2010, as famílias com ganho mensal entre R$ 511 e R$ 1.530 têm para gastar com produtos e serviços R$ 381,2 bilhões ou 28% da massa total de rendimentos de R$ 1,380 trilhão. Enquanto isso, a classe B vai ter R$ 329,5 bilhões (24%). A classe B tem renda entre R$ 5.101 e R$ 10.200.
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O maior potencial de compras, no entanto, continua no bolso da classe C: R$ 427,6 bilhões. “Mas é a primeira vez que a classe D passa a ser o segundo maior estrato social em termos de consumo”, afirma o sócio diretor do Data Popular e responsável pelos cálculos, Renato Meirelles. Ele considerou nos cálculos a expectativa de 7% para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
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De oito categorias de produtos avaliados pelo instituto de pesquisas, em quatro delas o potencial de consumo da classe D supera o da B para este ano. São elas: alimentação dentro do lar (R$ 68,2 bilhões); vestuário e acessórios (R$ 12,7 bilhões); móveis, eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (R$ 16,3 bilhões) e remédios (R$ 9,9 bilhões).
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Em artigos de higiene, cuidados pessoais e limpeza do lar, os potenciais de consumo das classes D e B são idênticos (R$ 11 bilhões). Os gastos da classe B são maiores que os da D em itens diferenciados: a alimentação fora do lar; lazer, cultura e viagens e despesas com veículo próprio.
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A dança das cadeiras das classes sociais no ranking do potencial de consumo reflete, segundo Meirelles, as condições favoráveis da macroeconomia para as camadas de menor renda. Isto é, o aumento do salário mínimo, benefícios sociais, como o Bolsa Família, e a geração de empregos formais.
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Entre abril de 2003 e janeiro deste ano, o salário mínimo teve aumento real (acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, que avalia o custo de vida para as famílias com renda entre um e seis salários mínimos), de 53,7%. “Nenhuma categoria teve esse ganho de renda no mesmo período”, observa o assessor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sérgio Mendonça. Ele explica que geralmente a renda da classe D está atrelada ao salário mínimo.
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Só em janeiro deste ano, por exemplo, foram injetados na economia R$ 26,6 bilhões ou 0,70% do PIB por causa do reajuste de 9,67% do mínimo. Muito provavelmente esse montante foi para as famílias de menor renda.
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Além do ganho real do salário mínimo, Mendonça acrescenta dois ingredientes que turbinam o potencial de consumo da baixa renda: a criação de empregos formais e o crédito consignado, aquele com taxa de juros menor em relação à média do mercado, pois o pagamento é feito com desconto na folha de salário das empresas. “Trata-se de uma combinação virtuosa para consumo”, diz o economista.
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Para Meirelles, do Data Popular, a classe D vive um momento inusitado: tem renda e carência de produtos. Pesquisa nacional feita pelo instituto no segundo semestre do ano passado com 5 mil entrevistados de todos os estratos sociais revela que o déficit de produtos das famílias da classe D é gigantesco, quando comparado com o da classe C.
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De acordo com a enquete, 81% das famílias da classe D não têm forno de micro-ondas e aspirador de pó; 82% não possuem TV de LCD (com monitor de cristal líquido, na sigla em inglês) ou de plasma e computador. Já 49% ainda não compraram lavadora de roupa e geladeira. Na classe C, faltam aspirador de pó e forno micro-ondas em 42% dos lares; TV de plasma ou LCD e computador em 40% das casas; geladeira e máquina de lavar roupa em 14% das famílias.
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Meirelles observa que, no caso da classe D, a combinação de poder de compra com carência de produto faz com que a renda se transforme rapidamente em consumo. “Já para a classe C, boa parte das compras é de reposição de produtos”, diz o diretor do Data Popular. Normalmente esse tipo de compra leva mais tempo para ser feita, mas o valor do produto adquirido é maior. É que, quando o consumidor compra o segundo produto, ele busca equipamento com mais recursos, no caso de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
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A máquina de lavar roupa é a estrela do consumo da classe D neste ano. No primeiro semestre, o instituto de pesquisas também ouviu 5 mil pessoas de todos os estratos sociais no País para saber a pretensão de compra do brasileiro. Constatou, por exemplo, que 41% das famílias da classe D pretendem comprar máquina de lavar em 2010. O resultado é quase equivalente à pretensão de compra da classe C para o mesmo produto (49%).
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Depois da máquina de lavar, o formo de micro-ondas é o eletrodoméstico mais desejado pela classe D, com intenção de compra de 37% das famílias desse estrato social, seguido pela geladeira (35%), computador (29%), aspirador de pó (28%) e televisão de LCD ou plasma (23%), aponta a pesquisa.
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Supermercados. Ao mesmo tempo que o consumidor de baixa renda traça planos para ter a primeira máquina de lavar, ele já ampliou as compras de produtos básicos: alimentos, bebidas e artigos de higiene e limpeza. No primeiro trimestre, as classes D e E aumentaram em 18% a quantidade de produtos de uma cesta com 100 itens básicos e em 15% em valor na comparação com os mesmos meses de 2009, mostra pesquisa da Kantar Worldpanel.No mesmo período, a classe C aumentou em 16% os volumes e em 14% os valores e as classes A e B, em 11% e 15%, respectivamente.
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Fonte
******* blogdofavre.ig.com.br
******* Márcia De Chiara – O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2010

Nova classe média e a construção civil

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Em termos econômico-sociais, o Brasil enfrenta uma significativa mudança: aumenta progressivamente o número de pessoas com condições de comprar, seguidos por uma pequena fração da população que está se permitindo investir no mercado imobiliário. Vendo isso, as construtoras querem sua fatia no bolo, fazendo com que aumente o número de projetos destinados à chamada nova classe média (98 milhões de pessoas). Esses projetos se diferem dos tradicionais por diversos motivos: são construções em blocos para condomínios com lazer comum; apartamentos com metragem média de 50m² e dois dormitórios; planos de pagamento facilitados com adesão ao Programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal; entre outros.
Esse tipo de empreendimento vem crescendo principalmente nas grandes cidades, onde a necessidade é maior e os índices de aumento do valor dos aluguéis apresenta crescimento acelerado. Essa questão, aliada à possibilidade de pagar pequenas parcelas em planos de até 30 anos em um imóvel próprio está levando muitas famílias a movimentar a economia.

Nova Classe Média mandando por mais 10 anos

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O consumo das famílias, hoje, é responsável por cerca de 60% do PIB brasileiro, sendo que as classes C, D e E correspondem a 43,83% deste total. Estes foram alguns dos dados apresentados durante o debate “A Nova Classe Média Brasileira”, organizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), na última quarta-feira (2/6). No evento, foi lançada uma pesquisa inédita sobre a realidade da classe média e as perspectivas de consumo até 2020.
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Fabio Pina, assessor econômico da Fecomercio responsável pela pesquisa, afirma que o nível de consumos das famílias deve continuar aumentando, não somente em escala, mas também com a sofisticação dos hábitos de consumo. À primeira vista, um movimento que favorece o crescimento do Brasil, mas que, se não for bem amparado, pode levar a um elevado déficit na conta corrente ou, pior, ao aumento da inflação. Segundo a pesquisa da Fecomercio, mantido o estado atual, em 2013, a dívida em conta corrente chegaria a 6% do PIB. Pina explica que isso ocorrerá se o cenário atual se mantiver sem aplicação de recursos na qualificação da mão-de-obra, inovações tecnológicas e investimentos em capacitação e modernização dos setores produtivos. “Se o nível de demanda superar o de oferta, ou recorreremos a importações e financiamentos externos, ou a inflação irá balancear a equação”, aponta.
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Contrabalanceando este movimento, Luciana Trindade Aguiar, sócia da Plano CDE Consultoria, garante que junto com a ascensão de parte da população a classe média, também se notam algumas mudanças de pensamento. “A principal preocupação da classe D é a aquisição de bens de consumo que antes eram de difícil acesso, como saúde e moradia”, analisa. “Já a classe C se preocupa mais com o bem estar da família e com autoinvestimentos, ou seja, investimentos em capacitação pessoal.”
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Um fator que tem demonstrando essa tendência é a ligação entre comportamentos modernos e tradicionais, característicos da classe média brasileira. As classes C, mas também D e E, têm acessado cada vez mais à internet, seja com intenção de consumo ou para pesquisar produtos de interesse. Elas estão ligadas as redes sociais e se tornam mais críticas em relação aquilo que vão consumir. “Até 2020, os principais responsáveis pelo aumento da lucratividade das empresas serão os consumidores das classes C, D e E, e que devem aumentar e sofisticar seu consumo”, garante Fabio Pina, da Fecomercio.
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Essa nova classe média, que tende a ter uma maior capacitação e escolaridade, tem no empreendedorismo seu principal fator de consolidação. É o que acredita Amaury de Souza, sócio da MCM Consultores Associados Ltda., que também aponta a educação básica como o principal motivo do crescimento das classes mais baixas. “O governo tem o único mérito de valorizar constantemente o salário mínimo, mas é a educação o fator prioritário para o desenvolvimento”, ressalta.
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Paulo Rabello conclui que, para o crescimento do Brasil se tornar sustentável, o que falta é o governo agir com responsabilidade, gastar com consciência e, ao contrário do que afirmou o presidente Lula, reduzir a carga tributária. “O Brasil do consumo não cabe em si. O governo gasta muito e gasta mal. Para garantir o crescimento, as famílias precisam consumir com mais responsabilidade e as indústrias precisam investir.”
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http://www.fecomercio.com.br/

8 de junho de 2010

Atacando a nova classe média: automobilismo II

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Pesquisando na net achei o depoimento dos criativos da W/MacCan responsáveis pelo anúncio do Chevrollet Classic [ os depoimentos começam no minuto 0:51 ] já comentado por aqui. O destaque fica na interação e lucidez com que os criativos falam sobre os brasileiros pertencente a nova classe média brasileira: valoração das conquistas, vídeo com uma linguagem fácil, realista e uso de gíria faz parte do anúncio, aspectos usados pretendendo criar melhor identificação com o público.
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Como estudioso da nova classe média brasileira, tenho que concordar com a técnica signica usada. A simplicidade e o uso de fatos corriqueiros para ilustrar o carro em cena é bastante acertiva.
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Abaixo está o link do vídeo.
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